Uma guerra nova para a década nova

segunda-feira, 30 janeiro, 2012

Outra vez e com a cara mal lavada, os Estados Unidos da América se preparam para promover mais uma guerra num cenário já em fragmentos pós crise de 2008.

A bola da vez é o Irã, atualmente segundo maior produtor de petróleo da OPEP, o primeiro é a Arábia Saudita, monarquia autoritária jamais questionada na imprensa internacional porque é parceira de primeira hora dos EUA.

As sanções contra o Irã estão escalando. A mais nova é o embargo ocidental já arquitetado ao petróleo iraniano, medida que pode não fazer muita diferença tendo em vista que a maior parte da exportação iraniana segue para os países asiáticos, principalmente a China que não deve subscrever tal atitude até por questões lógicas e jamais aceitaria ser pressionada como o falido estado grego que irá adotar a atitude goela abaixo mesmo sendo o maior importador europeu do petróleo iraniano que adquiri(a) como um bom negócio. O embargo ao petróleo iraniano se não provar nada, prova como a Grécia perdeu sua soberania e deixa de fazer até um bom negócio por pressões de uma União Europeia que corre sério risco de se esfacelar.

Além do embargo à commodity que pode fazer elevar os preços dos combustíveis altamente poluentes que fazem girar a economia mundial, o embargo ataca também aplicações das instituições financeiras iranianas nos bancos ocidentais. É de se esperar que o Irã em algum momento reaja a isso, um Estado soberano não pode ser tão fortemente hostilizado e aceitar tudo como se nada estivesse acontecendo. O Irã diz que se o rumo for esse, eles irão impedir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, por onde hoje navega quase metade do petróleo a ser consumido no mundo.

A OTAN disse que isso seria inaceitável e evidentemente o conflito acabaria ocorrendo. De um conflito nos mares para a guerra total seria questão de uma edição de jornal. Por enquanto, a diplomacia avisa e cava suas intenções por meio de alertas midiáticos, como a reação é quase indiferente, a estrada vai se abrindo.

O mais absurdo no que está transcorrendo é que tudo isso começa na alegação dos EUA de que o Irã quer construir uma bomba atômica, coisa que o Irã nega e que, até aqui, nenhuma prova cabal demonstra (nem sequer uma manipulada como foi o caso das potentes e mágicas armas de destruição em massa iraquianas). Mesmo a Agência Internacional de Energia Atômica, toda vida utilizada para demonstrar a má vontade do Irã no que concerne a se submeter à fiscalização de seu programa, também até aqui, jamais deu o veredicto de que o Irã tem ou sequer estaria na eminência de ter a tecnologia para a fabricação da bomba atômica.

A bomba atômica é uma arma de destruição em massa que foi utilizada em conflito apenas uma vez e de maneira desnecessária. O único país a fazer uso desse instrumento de destruição poderoso e que produz o espetáculo de um cogumelo ainda mais alucinógeno do que um tonelada de qualquer chá, foi os Estados Unidos da América, país que se declara guardião da família e dos bons costumes.

Se fala muito no holocausto produzido pela Alemanha nazista e seus campos de concentração, mas o morticínio da bomba jogada contra o povo japonês não recebe a mesma atenção perscrutadora e indignada da história, este que foi um dos episódios mais vergonhosos da raça humana e que deixou sombras que jamais poderão ser obliteradas.

Como se não bastasse este episódio, os EUA promoveram durante a segunda metade do século passado um série de filmes de horror como o lançamento de napalm nos vietnamitas e o acobertamento e apoio ao genocídio da população do Timor Leste pela Indonésia. A hipocrisia e descaramento deste país, ao longo das últimas décadas da história, é tão grande que só mesmo um mentalidade adestrada e canhestra pode ainda subscrever o papel de guardião dos direitos do ser humano que este país reclama. É esta mentalidade que está agora mesmo ainda viva nos países ocidentais.

Particularmente sou contra o uso de energia nuclear que é o que Irã procura desenvolver. Ainda que seja um fonte limpa de energia, já demonstrou também ser uma fonte perigosa. Até aqui, para mim, o Irã produz um bomba atômica tanto quando o Iraque tinha armas de destruição em massa (e não será lendo jornais que a dúvida será desfeita). Mas ainda que o Irã tivesse a bomba atômica que mal haveria nisso que justifique querer estrangular seus canais de comunicação e intercâmbio com outros povos? O Paquistão tem bomba atômica, a Coreia do Norte tem bomba atômica, a China e outros países mais têm bomba atômica, por que o Irã seria uma ameaça maior que os demais, uma ameaça a quem? Certamente o maior temor é dos israelenses, diria qualquer voz que esteja a par do tema e critique a alegada prática do presidente iraniano de negar o holocausto, mas isso faria com que o Irã usasse mesmo a bomba contra os israelenses? Bastante improvável.

Hoje o Paquistão, país de maioria muçulmana, é governado por uma grupo aliado aos EUA, se um dia o poder trocar de mãos, como é que vai ficar? Todos vão temer pelo apocalipse? Sim, sim, já sei, os muçulmanos são todos terroristas, prontos a acelerar a destruição da terra que já está em curso. Faz me rir este raciocínio pedante de nossa cultura ocidentalizada e consumista vendido como enlatado do bom senso e racionalidade.

O Irã está sendo acossado porque não subscreve a cartilha de Washington, porque tem identidade própria, porque ainda reivindica, enquanto nação, soberania sobre seu destino. Outros países soberanos deveriam rechaçar essa tentativa de separação, senão o fazem, é provavelmente porque temem que Washington jogue uma bomba atômica em suas cabeças, ou porque anseiam uma fatia numa futura repartição do espólio de guerra que ambicionam conseguir.


A grande ameaça do fim do mundo

domingo, 22 janeiro, 2012

Não é necessário ler jornais, se graduar em ciências humanas ou exatas, para sentir que a crise do modelo de reprodução do atual momento da civilização, leia-se capitalismo, poderá nos conduzir não inexoravelmente para uma mudança de atitude face a nossa recorrente e entorpecida rotina robotizada – que já tanto nos rouba a imaginação em prol da manutenção das engrenagens que não podem descansar – mas eventualmente para a desintegração completa dos bastiões éticos que sustentam o projeto civilizatório.

Essa segunda perspectiva afinal pode ser ainda mais forte do que se quer considerar. Como já observou um pensador muito em voga nestes dias, “está mais fácil conceber o fim do mundo do que o fim do capitalismo”. Isso não pode mais ser lido na dimensão de uma figura de linguagem hiperbólica, senão como o que realmente diz: se continuarmos nos limitando nesta forma de nos relacionarmos enquanto seres mercadorias, o esfacelamento do sistema poderá significar também o fim do ser humano, ainda que paulatinamente e no desenho da obsolescência programada de aparelhos industrializados substituídos a cada meio movimento de translação da terra.

Quando disse poderá nos conduzir eu não fui completamente sincero, a verdade é que nós temos a responsabilidade pelo caminho que estamos traçando e, portanto, a crise do sistema nos conduzirá para onde a conduzirmos, isso se assumirmos nossa condição de seres humanos dotados de vontade e ânimo e não apenas títeres controlados pela “mão invisível” ou pelo lugar sacramentado da sobrevivência como último reduto da farsesca “lei do mais forte”, como se a vida – mesmo na condição indigente em que já grandes massas estão enfiadas – tivesse um valor absoluto e sempre acima de tudo, inclusive da capacidade de optar por ser digno e não se render mesmo ao “preço” elevado da morte.

Acredito que aqueles que buscam o verdadeiro significado da liberdade sabem que não se pode passar uma vida ao redor de escravos sem feridas de desgosto na alma e que seria um verdadeiro pesadelo acordar como um escravocrata.

Mas como dizia, a crise já pode ser sentida e seu verdadeiro termômetro e bússola é o coração humano. Não que acredite nas fábulas do cordeiro e do lobo, quando se entende a ambivalência e diversidade da forma humana essas imagens são estanques, mas as batidas apertadas que bombeiam o sangue dão conta de sinalizar o clima de alerta em terra já arrasada da pobreza espiritual semeada pela máquina da eficiência.

A mesquinharia, a inveja e a indiferença à dor alheia se sentem cada vez mais a vontade para se justificarem e se expandirem. Não que houvesse uma apologia incessante desses valores, pelo contrário, o discurso sempre foi pela ética e pela declaração dos direitos humanos. Mas como se sabe a propaganda é como uma máscara, em termos de ideias a verdadeira cara deste sistema atende pelo darwinismo social e não poderia se coadunar senão de maneira hipócrita com o que algum  dia as hoje desgastadas palavras de liberdade, igualdade e fraternidade eram “aptas” a suscitar.

A crise do capitalismo não é estruturalmente um conflito ético, mas a angústia crescente dos seres humanos que buscam a virtude não pode mais fingir que ignora a falta de sincronização entre os chamados generosos da alma e a má educação dos valores da concorrência definitiva com a crença difusamente difundida de que somos todos egoístas. Nos seus estertores os fundamentos da lógica capitalista terão espasmos violentos por conta da impossibilidade da contínua e intransigente valorização do dinheiro que já solapa até mesmo o ar que se respira, e há também – por isso o temor do fim do mundo – a grande ameaça de que os valores convertidos em máscaras a que nos referimos revelem seu estado de “extinção”  frente à  “dominância” e concretude dos seres concorrentes e frios que nos “selecionamos” na crença de que “evoluimos”.


Tipping Point

sábado, 14 janeiro, 2012

It’s high time
not just to wake up
it’s high time to stand up
and outfight
and perhaps it might be too late
in any case one has to learn
how to stop doing the same shit
every season going round circles

go to your fucking work
buy the new dope
eat the microwave junk food
yep, you gotta cross your arms
and stay quiet, don’t move
you’re blind, don’t you see?
you forgot how to feel
at least you distrust
that’s why you know you’re fake
so what you gonna do,
after realise you’ve left yourself behind
and find out you took the willy-nilly path?
As I said mate, it might be too late!


O vaticano, a indústria pornô e o látex

quarta-feira, 11 janeiro, 2012

Acabo de ler uma matéria dando conta da crise da indústria pornográfica na Califórnia. Como se já não bastasse a crise econômica internacional e a dinamitadora prática da pirataria – que a seu modo contribui para escancarar os limites da valorização do trabalho – este nicho do mercado cinematográfico em breve pode ter que encarar uma legislação trabalhista que significará ainda mais prejuízos financeiros. Depois de uma onda de contaminações por HIV, a indústria dos filmes pornô pode se ver obrigada a ter que usar na sua “arte” (eles já estão reclamando do cerceamento da liberdade de expressão e manifestação artística) um “carissímo” objeto cenográfico: a camisinha. É que o “mercado” não assimila filmes com camisinha, por que será?

Por coerência se espera em breve que o vaticano também lamente o fato e quem sabe até se alie contra a legislação que está sendo preparada na Califórnia.

Já causou polêmica besta, a manifestação do vaticano – há alguns anos atrás – dando à máquina de lavar o prêmio de maior aliada na luta feminina pela emancipação. Na ocasião o que se falava é que a pílula anticoncepcional teria sido essa sim a grande aliada, muito provavelmente porque roupa suja não dá tanto trabalho quanto um filho, seja ele desejado ou não.

Pois bem, eu sublinhei a hipótese de que na verdade era a camisinha a invenção técnica de maior potencial emancipador feminino, brincando com o fato, trazido à tona por um darwinista social e colunista de um grande jornal que esteve com a família brasileira em 64, de que nas moscas haviam sido encontrados mecanismos que ligavam a “fêmea” ao “esperma” do “macho” . Assim a fêmea acabava se tornando “fiel” e de certo modo “controlada” pelo “macho”, pontuava o colunista, já quase suspirando com a possibilidade de que isso pudesse eventualmente ser encontrado entre os seres humanos.

Recentemente estive conversando com meu amigo Gabriel sobre este tema. Fica aí do lado (podcast *sobre a camisinha) o áudio de nossa conversa onde minha crítica a camisinha fica delineada em outros termos. Desde a camisinha, suas causas e consequências, muito do potencial espiritual do sexo se perdeu e, talvez, não possa mais ser recuperado.


Qual é o melhor tipo de escravidão?

terça-feira, 20 dezembro, 2011

Estes vídeos já deviam ter sido postados aqui há tempos, mas antes tarde do que nunca.

Chomsky tem um modo de colocar as coisas muito lúcido. A entrevista dele para o Roda Viva, por exemplo, é clara e coerente. Algo que muito me agrada nele é esse exercício de refletir o significado das expressões e das palavras, como capitalismo, socialismo entre outras. Ele compreende bem que a apropriação do significado, que a semântica, joga um papel crucial em qualquer debate e desconstrói uma série de imputações apressadas ou devidamente transfiguradas para propósitos torpes em torno dessas palavras, especialmente as duas já citadas.

Desnecessário dizer que Chomsky é dotado de uma vasto conhecimento histórico e dos fatos atuais e processa isso sempre com a intenção de nos instigar a busca de uma alternativa mais libertária ao tempo indigente que vivemos. Chomsky ainda questiona de maneira plácida toda essa bobagem da naturalização da cultura. A cultura e o modo como o homem se organiza não estão submetidos a leis da natureza.

No primeiro vídeo Chomsky ‘flerta’ com uma leitura do Kurz (O colapso da modernização), que vê a União Soviética como uma forma de capitalismo de Estado comparável a fase mercantilista do capitalismo ainda sobre o regime dos déspotas. Ele sabe, que nenhum ‘capitalismo’ funcionou sem um Estado que não jogasse em prol das classes que dominam o capital, os meios de produção.

A resposta dele à primeira ‘pergunta’ de Daniel Piza no Roda Viva é uma banho de compreensão e conhecimento e também de desmascaramento dessas leituras apressadas.


O sacerdócio

sábado, 10 dezembro, 2011

Cheguei a essa síntese hoje. Já estava postando aqui, mas como é uma frase curta resolvi colocar no google para ver se mais alguém já não havia dito, até para que mais tarde não me acusassem de plágio. O raciocínio, de fato, já havia sido pronunciado pelo artista Jean Cocteau. Eu não o conhecia e, portanto, chegamos a conclusões semelhantes por caminhos distintos.

Todavia a frase de Cocteau tem um porém da minha: ele coloca esse entendimento enfatizando um “suposto” antagonismo. Entendo o que ele diz e acho que sua colocação tem o mérito, a clareza, de destacar ( já a sua época) que uma série de gestos e comportamentos “infantis” vêm sendo tratados como arte. Mas dito como ele diz, por outro lado, dá a impressão de que o sacerdócio é  um “trabalho”, mas o sacerdócio não é necessariamente carregado e pode ser muito lúdico. A leveza do sacerdócio, ainda que vista com mais raridade, é possível.

Mas antes que eu me estenda.

Cocteau disse: “A arte não é um passatempo e sim um sacerdócio”.

Eu digo apenas: “A arte é um sacerdócio

Pensei em grafar arte em maiúscula, mas eis aí o que não se deve fazer. Por conta da “indústria cultural” é salutar que se pergunte mesmo, o que é arte afinal, já que existem tantos “produtos artísticos”? Ambas as citações têm a vontade de expressar, pelo menos num aspecto, o que não pode faltar ao que se quer alcunhar como arte.


O substantivo do amor

terça-feira, 29 novembro, 2011

 

O substantivo do amor é o verbo amar

 

 


Meu Pastor

sexta-feira, 25 novembro, 2011

Ainda pegando carona no texto que publiquei na edição 17 do zine animal “Ornitorrinco , fica aqui mais um registro sobre o tema onipresente e, sim, já próximo da onisciência e ainda mais próximo da onipotência: o dinheiro.

***

O Senhor é meu pastor e ainda que me falte
em verdes ou rublos, meu esforços por ti repousam.
Conduz-me junto aos mercados de ação,
restaura as forças de minhas aplicações
pelos caminhos selvagens da concorrência,
tudo em nome de teu lucro e tua multiplicação.

Ainda que eu atravesse pobreza e privações,
não temo o infortúnio completo, pois acredito em ti.
Vosso poder e acúmulo é meu propósito

Preparais para mim a desgraça de meus oponentes
derramas seus louros em minha conta corrente
e transborda minhas cadernetas de poupança.
A vossa lógica é inexorável e já nela me guio
todo o suor do meu rosto é devoto.
Eu habitarei a casa da moeda por longos dias.


O amor… o amor?

domingo, 20 novembro, 2011

Em uma cultura em que prevalece a orientação mercantil e em que o êxito material constitui o valor predominante, não existe na verdade motivos para surpreender-se com o fato de que as relações amorosas humanas sigam o mesmo esquema de intercâmbio que governa o mercado de bens e de trabalho.”

Erich Fromm


O anúncio da modelo da moda

segunda-feira, 17 outubro, 2011

 Alguns colegas começaram por e-mail um debate sobre um anúncio que eu nem vi na TV, não assisto mais esse lixo, mas é impossível se poupar dessas imbecilidades, elas te perseguem. Com todo o respeito aos meus amigos que estão preocupados com esse profícuo debate, segue aqui minha contribuição.

O anúncio trata todos como imbecis porque é típico do capitalismo achar que somos todos imbecis já que vivemos num regime como esse. O agravante, num tipo de anúncio como esse, é o modo rasteiro como o sexo, esse momento capaz de ser sublime e até aqui indissociável da condição humana, é tratado: como moeda de troca.

Para chamar sua mulher de puta o “homem provedor” não precisa de mais nada e se ele a chamar de puta durante o ato sexual ela pode até gozar mais rápido, reconhecendo os dotes intelectuais do marido e os seus por ter escolhido um homem de perspicácia.

Lembro agora até daquele papo imbecil, geralmente uma brincadeira, aleluia!, de que sai mais barato comer puta do que ter namorada. A mentalidade do dinheiro já perpassa todos os poros, inclusive aqueles das genitálias. Isso para ficar no problema mais evidente dessa relação tacanha que se construiu entre o dinheiro e o acesso ao sexo.

Isso me faz concluir que o melhor sêmen do Brasil é o de Eike Batista e não seria sem razão que Luma de Oliveira tenha usado coleira, eu só não entendo porque ele não está explorando esse filão de mercado.

Por hora minha reflexão cessa aqui. Mas ainda teria mais a dizer sobre este festival de asneiras que vivemos com o gostinho falso de que estamos conectados num debate público dentro de nossas redes sociais e no auge de nossa liberdade sexual. Perdoem minha acidez, eu tenho que ir no médico, desconfio que é o início de uma úlcera; já Nelson Rodrigues dizia que era típico dos homens honestos terem úlcera.

Espero tomarmos um vinho e fazermos uma boa sacanagem em breve. Se rolar sodomia – agora que Sandy já legalizou a parada para as bonecas de porcelana, entre as bonecas de voz rouca já rolava esse acabou chorare – eu sugiro que, ao invés da clássica e estilizada manteiga, venhamos a usar azeite de oliva, já que tá mais barato que graxa e vaselina.

PS: Depois de terminar de escrever eu pensei: “mas é isso mesmo, você acha que alguém vai entender alguma coisa do que você tá dizendo?” Ao que logo eu percebi a tolice: desde quando eu fui compreendido? Então que se fodam todos ainda enquanto é tempo. Alias, se fala, se mostra, se vende, se respira tanto sexo que eu tenho a sensação de que vamos todos nos FuDER. Só espero que seja uma orgia com ENTRADA FRANCA, porque pagar INGRESSO tá errado.


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